JOHNNY WILD CONTRA BRONCO JOE

Johnny Wild abriu com um chute espalhafatoso a porta do saloon e imediatamente todos os olhos se voltaram para ele. O dono da espelunca, o garçom que enxugava os copos de bourbon e uísque barato, as mesas de pôquer e dados, os vaqueiros que relaxavam ali de um dia pesado, as coristas – Mary West, a mais bela de todas. Todo mundo. Só o xerife não estava ali, pensou Johnny Wild num átimo – mas era melhor assim, ninguém a atrapalhar o que tinha vindo fazer.

Do fundo do saloon, a voz rouca e provocativa se fez ouvir, ao mesmo tempo em que um caubói corajoso como o próprio Johnny chutava uma cadeira e se erguia de outra, já com a mão no coldre:

“Eu estava à sua espera, Johnny Wild!”

Todas as outras mesas se afastaram num sopetão, e os dois homens se encararam, os olhares de quem sabe que o momento chegou.

O salão ficou num silêncio cheio de expectativa e medo, quando Johnny Wild deu dois passos para frente e anunciou, a voz como um trovão maduro:

“A sua hora chegou, Bronco Joe!”

Bronco tentou esboçar um sorriso de escárnio, mas não teve tempo; naquele exato instante, Johnny Wild apertou o gatilho, as balas saíram rápidas como jatos.



“João Pedro, o que é isso?? Que esculhambação é esta no teu quarto?? E o espelho, todo molhado?? Me dá aqui esta pistola d´água e já pro castigo!! Mais tarde a gente vai conversar muito sério!!”



O xerife, aquele intrometido, sempre chegava na hora em que não devia – pensou João Pedro (aliás, Johnny Wild), enquanto entregava a pistolinha de água ao pai e já se encaminhava à cadeirinha de pensar. Mas um dia desses o xerife se atrasa e aí eu dou um jeito neste bandido Bronco Joe.


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