Dia da Mulher: a literatura também liberta
Escritor Henrique Schneider debate a luta feminista em Novo Hamburgo e lê Contos da Vida Breve
   
O Dia Internacional da Mulher é um momento de reflexão; comemoração pelas conquistas e reunião de forças para os desafios que ainda se impõem na luta feminista. Certo. É também dia de literatura. Pelo menos foi assim em Novo Hamburgo. Durante a Semana da Mulher, o escritor Henrique Schneider participou de debates sobre o tema e leu contos da Vida Breve como forma de estimular a igualdade.
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Dia Internacional da Mulher

“A luta contra o racismo não é uma luta só dos negros; a luta pela livre orientação sexual não é só dos homossexuais; e a luta das mulheres não é só delas: é dos homens também”, defende Schneider. “E é hora dos homens ocuparem espaços que por muito tempo foram somente das mulheres: o espaço do carinho, do abraço, da sensibilidade e da emoção.” O escritor aposta na literatura como uma das ferramentas para a transformação, na direção de “uma sociedade mais justa, fraterna e igual”.

As agendas começaram na terça-feira, 06 de março, quando a Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres promoveu uma noite com música e literatura na Fundação Scheffel. Ao som da Dama do Jazz, Dona Ivone Pacheco, a Academia Literária do Vale do Rio dos Sinos (Alvales) lançava o livro Mulher – Feminino, Singular. Uma coletânea que reúne 24 autores de poemas, crônicas e versos livres sobre o assunto.

Henrique Schneider não poderia faltar. Repetindo a parceria com Dona Ivone, fez a leitura de contos dedicados às mulheres (foto abaixo). “Esta noite é para evidenciar os destaques que temos no município, como na literatura, e também trazer uma mulher que se destacou na música. Com isso, mostramos os avanços que já tivemos”, defende Fátima Fraga, titular da Coordenadoria da Mulher.

Na sexta-feira, dia 09, o destino do escritor foi a comemoração de um ano de funcionamento do Viva Mulher, Centro de Referência e Atendimento, levando cultura à mulheres que se recuperam de violência física ou psicológica (foto acima). O debate final foi com mulheres trabalhadoras do Sindicato dos Sapateiros e Sapateiras de Novo Hamburgo, no sábado, 10. Schneider falou sobre a mulher no mercado de trabalho, de literatura e terminou lendo contos que tem a luta feminista como inspiração.



FOTOS: divulgação / PMNH
 
 

 


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