Henrique Schneider assina com Agência da Palavra
Casa de agenciamento literário tem no catálogo escritores gaúchos, mineiros, cariocas, paulistas e até um português que vive na Estônia.
   
O escritor Henrique Schneider assinou contrato com a Agência da Palavra, de Porto Alegre e, a partir de agora, será representado pelas agentes Vanessa Balula e Júlia Viegas.

“Nosso catálogo não é nada regionalizado; temos autores gaúchos, mineiros, cariocas,
paulistas e para ser ainda mais curioso, um português que vive na Estônia”, conta a sócia Vanessa. A casa de agenciamento literário e projetos editoriais já trabalha com autores como Altair Martins (Prêmio SP de Literatura 2009), Lourenço Cazarré (Prêmio Bienal Nestlé), Mário Corso (Menção Honrosa Prêmio Jabuti), Jonas Ribeiro, João Lopes Marques, Rodrigo Rosp, Bruno Pacheco, Juliano Cazarré, Antônio Carlos Resende, Rosario Nascimento e Silva, Antônio Henriques, Bete Giacomini, Ana Costa (Prêmio Criação Literária) e Reynaldo Bessa. Além destes, agencia os ilustradores Aurélio Rauber e Márcia Széliga.

“A figura do agente funciona de forma que eu possa fazer o que tenho que fazer: escrever, e não ficar correndo para negociar obras, por exemplo”, explica Schneider. “A agência também é especialmente importante para um autor como eu, que mora muito afastado dos centros literários, agindo como uma espécie de ponte.”

A empresa começou pelas mãos de Júlia Viegas, durante curso de extensão da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos (“Escritores e Agentes Literários”) coordenado pelo escritor Fabrício Carpinejar. “Ela recebeu incentivo para levar o projeto adiante também do então professor Altair Martins e a promessa de ser o seu primeiro cliente – assim foi”, lembra Vanessa Balula. “Eu sou carioca, roteirista e jornalista, e cheguei na Agência à convite da Júlia”, conta.

Schneider elogia a dupla. “A Agência da Palavra faz um trabalho super bom com autores do Rio Grande do Sul. As meninas são profissionais, competentes, e já estão mostrando o serviço, já estão vendendo o produto.”

Dia a dia


Conforme explica Vanessa, as rotinas de trabalho entre agente e agenciado, especialmente no caso da Agência Palavra e de Schneider, serão de muitas atividades. “O dia a dia de um agente com um autor não é muito ou nada colorido”, comenta, bem-humorada. “É sempre lotado de muitas tarefas e, com um escritor como o Henrique mesmo se autodenomina, ‘tarefeiro’, acreditamos que será de muitas demandas – nessa via de mão dupla.”

O diálogo se mostra fundamental. “Conversamos muito sobre tudo. Nossa prioridade é, sem dúvida, sempre responder à expectativa do Henrique em relação aos seus títulos e à sua carreira como escritor. Mas surpreendê-lo com projetos editoriais diferenciados, oportunidades de mercado e destacá-lo como autor importante que é junto ao público leitor além do Rio Grande é nossa missão.”

Depoimento: o autor pelos olhos das agentes


O que consideramos, Júlia e eu, um dos pontos altos do Henrique é o seu talento em contar histórias que emocionam, que pegam pelo pé, que tiram risada ou o fôlego. Não há que se esperar frases estonteantes. A literatura do Henrique não é de performances, é de envolvimento. E isso, acreditamos, vale muito mais do que qualquer outra característica que evoque seu perfil como escritor.

Algo que nos surpreende sempre é seu talento incrível da leitura. Em todas as oportunidades de leitura, Henrique lê os contos ou trechos de suas novelas e parece sempre ir além. Ele “re-pontua” com o respiro. A pausa parece ter eco no espectador. E isso é, sem dúvida, algo que lhe transforma em um escritor ainda mais bacana. É aquele que toma para si a história de tal forma que mesmo ao contar uma vez e outra e outra e outra parece sempre ter dado novo tom ao texto. É bárbaro!
 
 

 


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