Balanço do Leituras Feevale 2010
Em quatro meses, mais de 450 pessoas assistiram às leituras ao vivo. Escritor passou por bibliotecas e livrarias do Brasil e do exterior.
   
Até onde você iria para difundir o gosto pela literatura? O escritor Henrique Schneider já perdeu as contas de quantos quilômetros andou pelo Brasil e pelo exterior.

Em 2010, foram quatro meses circulando por livrarias e bibliotecas até emocionar-se ao dividir o palco com a Dama do Jazz (foto), pela segunda vez.

Dona Ivone Pacheco encantou quem foi à livraria Palavraria, em Porto Alegre, no final de novembro, ver o encerramento do Leituras Feevale Contos da Vida Breve 2010. Na quarta edição do projeto em que o escritor lê e interpreta ao vivo alguns de seus contos, a música foi a novidade. Tanto na primeira leitura, em julho, em Novo Hamburgo, quanto na última, o público teve acesso à música e literatura ao mesmo tempo. Schneider e dona Ivone, contos e jazz.

“Todo mundo gostou muito. Foi muito emocionante. A dona Ivone estava muito feliz”, comemora Henrique Schneider, lembrando do evento de encerramento. Entre um conto e outro, um arranjo de piano ou de acordeón dava um toque de musicalidade à literatura rápida, como são contos, e impactante, no estilo do hamburguense.

PÚBLICO – Schneider considera o ano positivo. Foram 13 leituras, em 12 diferentes cidades. No total, mais de 450 pessoas assistiram. Somente na abertura, na Fundação Scheffel, também com participação especial de dona Ivone e a presença ilustre de Ernesto Frederico Scheffel, foram mais de 100 pessoas.

A nota negativa foi o cancelamento de uma das agendas, em Esteio, devido ao fechamento da livraria. É a segunda vez consecutiva que isso acontece. Em 2009, foi em Canoas. "Demonstra a dificuldade de manutenção dessas iniciativas, tão nobres", lamenta.

Os contos são selecionados entre os aproximadamente 400 publicados, semanalmente, há sete anos, em um jornal dominical que circula no Vale do Sinos e Região Metropolitana de Porto Alegre.

Em 2011, a idéia é expandir os destinos longe do Brasil e também dar atenção especial às cidades na região de Novo Hamburgo, terra natal do escritor. Desde 2007, o projeto é patrocinado pela Universidade Feevale.

Leitura para "hermanos"



Esse ano, Henrique viajou à cidades como Florianópolis, Curitiba, Belo Horizonte, além do interior do Rio Grande do Sul.

Nada tão marcante, no entanto, quanto Buenos Aires, na Argentina. Não que os brasileiros sejam menos hospitaleiros. Tampouco por ser novidade. Afinal, o escritor já fizera leituras para os “hermanos” em outras oportunidades.

Só que dessa vez, o evento reuniu mais de 40 pessoas, todas diretamente envolvidas com cultura. Foi na Fundación Centro de Estudos Brasileiros – Funceb. “É sensacional saber que tem gente fora do país interessada em destacar nossa cultura”, avalia. “Poder dar a sua parcela de contribuição, então, nem se fala.”


Leitura na Argentina Foi na Fundación Centro de Estudos Brasileiros - Funceb
 
 

 


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