Martina tem quinze anos e é uma adolescente normal, cheia de planos e sonhos, alegrias e problemas, risos e inquietações. Amigas, festas, aulas, turma, as anotações no diário, uma ou outra briga com os pais – tudo isso faz parte do dia-a-dia da garota. E as dúvidas, claro, as dúvidas – elas são tantas, nesta época.

Mas, mais do que tudo, Martina é uma adolescente apaixonada por Eduardo, o seu primeiro namorado. Um namoro que já dura dois anos – uma eternidade, na adolescência. Martina ama Eduardo como se deste amor lhe dependesse a vida.

E talvez dependa mesmo.

Por isso, quando o namorado diz a ela que o namoro acabou, Martina simplesmente não consegue entender nada.

Um vidro inteiro de remédios para dormir – é a única solução que ela encontra para o problema.

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O que leva alguém a querer terminar com uma vida que ainda nem bem começou? As muitas contradições que convivem nesta idade? A ideia equivocada de que a morte é como nos desenhos animados antigos, nos quais o herói apenas sacudia o pó das pernas e saía andado após ser atropelado por uma manada de elefantes? A certeza errada de que nem a morte pode terminar com a invencibilidade adolescente? Ou a angústia pura e simples que mora em todos os corações humanos, qualquer que seja a idade.

Com "O Tempo Quase", sua estreia na literatura infanto-juvenil, Henrique Schneider aborda um tema que, apesar de não estar presente nas conversas escolares do cotidiano, marca presença de modo triste, sendo uma das principais causas da morte na adolescência: o suicídio.

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