Leia Mais
Nem tão breve: coluna de contos semanal de Henrique Schneider faz aniversário de 10 anos
Para participar, bastava responder a pergunta: "Qual o seu trecho preferido de um dos contos da coluna Vida Breve?". Como presente, cada uma ganha um exemplar do livro
A vida é breve e passa ao lado.
"Estou bem feliz por ter ganhado, pois comecei a ler e conheci o trabalho do Henrique Schneider na coluna do
ABC [Domingo], e isso faz tempo, não sei precisar quanto", conta Joice. "Gosto quando fatos do dia a dia são ‘transformados’ em conto, acho isso fantástico."
Joice também acompanha dos livros do autor. "Quando li
Avenida de Histórias, me apaixonei mais ainda. Tinha até uma história onde uma de minhas primas era a protagonista... o máximo. É isso que me encanta."
Desde o início
Cristina acompanha os contos de Henrique Schneider desde o início da publicação da coluna
Vida Breve. "Sou assinante e desde o primeiro conto publicado virei fã dele", lembra. "O que acho mais interessante na obra dele é a simplicidade e a realidade. A forma que ele encontra de transformar fatos cotidianos em grandes acontecimentos, mostrando claramente os sentimentos envolvidos nas situações que ele explora. Admiro demais o trabalho dele."
Depois de saber do resultado do concurso, Cristina prometeu aos amigos que, assim que terminar de ler
A vida é breve e passa ao lado, vai emprestar a obra para quem quiser. "Afinal, livro bom é aquele que passa de mãos em mãos", escreveu no Facebook.
Veja abaixo os trechos preferidos:
[...] Mas já é possível olhar um pouco para trás (sem nunca deixar de olhar para a frente), iluminar algo do passado com a calidez de seus olhos verdes. E então é uma felicidade saber que há muito mais acertos do que erros, vitórias do que derrotas. Há perdas pelo caminho, que foram e seguem marcadas em seu coração, mas há tantos ganhos que só o que pode dizer é que sua vida é feliz. Seus dias são feitos mais por sorrisos do que por lágrimas [...] (
Cinquenta)
"Tá sozinha aqui?" "A mãe tá dormindo." – ela repete, como se isso significasse algo. Ele olha o semáforo: o sinal já esverdeou, mas pouco importa. "Quer dar um passeio? O tio te compra sorvete, um refrigerante." A pequena vacila um instante, espécie de alarme desconhecido; e também precisa vender o resto das balas. Mas o homem parece adivinhar. "O tio compra as tuas balas. E lá em casa tem um monte de brinquedos. Boneca, casinha. Não quer ir lá?" Brinquedo, pensa Quetlin, ouvindo a palavra mágica aos oito anos que, na verdade, tem. A mãe não vai acordar logo; e quando acordar, tonta de loló, vai demorar a perceber. "Quero." – ela decide. E entra no carro. (
O dia em que a infância termina )