forma ativa no trabalho da biblioteca. “Inclusive, o nome foi escolhido em homenagem a um livro do Henrique”, conta a professora Pâmela Vieira, uma das idealizadoras do espaço. “Por ele ser o escritor de nossa cidade, de tanta representatividade na região, e por ter abraçado essa causa com tanto carinho, é uma alegria para nós, membros desta comunidade, podermos chamá-la de Biblioteca Comunitária Avenida de Histórias.”
Em parceria com a Associação de Moradores do Bairro Canudos, a biblioteca funciona em sua sede, na Rua Valter Iserhard, 20 (esquina com a Rua Pres. Costa e Silva, antigo posto da Brigada Militar). “Foi uma pareceria boa para os dois lados, pois assim a Associação tem suas portas abertas e a biblioteca tem um teto para abrigar seus acervos e associados”, avalia Pâmela. Os momentos de leitura e os empréstimos de livros ocorrem todas as quartas-feiras, das 18h às 19h30.
O coração da biblioteca
é o trabalho voluntário
A biblioteca está em estágio inicial e, para a professora, ainda há muito a ser feito. “Já temos realizado reuniões com a participação da comunidade, montamos uma diretoria provisória e votamos sobre a aprovação do estatuto”, comenta, acrescentando que o espaço já oferece retirada de livros, contações de histórias e oficinas.
As atividades acontecem por meio de parceria com a Universidade Anhanguera e estudantes do curso de Pedagogia, moradoras do bairro Canudos, que realizam estágio em ambiente não escolar na Avenida de Histórias. “O coração da biblioteca é o trabalho voluntário”, resume Pâmela. “Todos os dias recebemos uma ou outra pessoa para colaborar carimbando livros, fazendo fichas de retirada, organizando o espaço, entre outras coisas que vão surgindo e assim a biblioteca vai se movimentando, respirando e sobrevivendo.”
Todo o acervo é composto por doações que a biblioteca recebeu – ou de pontos de coleta ou de descarte de outras, como a da Escola Municipal de Ensino Fundamental Martha Wartenberg, também de Novo Hamburgo. Interessados em auxiliar o desenvolvimento da biblioteca comunitária podem entrar em contato pela página no
Facebook ou pelos telefones (51) 9632-5443 e (51) 8442-7987.
O início
A origem da Biblioteca Comunitária Avenida de Histórias é a "sacola da leitura". A iniciativa da professora Pâmela de proporcionar que seus alunos levassem livros e periódicos para casa a fez perceber a necessidade de ampliar o trabalho para que a garotada – e quem mais tivesse interesse – não abandonasse a leitura durante o período de férias escolares.
“Diante disso, me senti desafiada a proporcionar a essas e tantas outras crianças a possibilidade de acessar livros fora da escola”, lembra. “Assim, ao invés de pedir doações de alimentos e brinquedos, como até então era feito, comecei a pedir livros e voltar meus movimentos para a organização dos momentos de contação de histórias e retirada de livros.”
Saiba mais sobre o livro “Avenida de Histórias”
FOTO:
reprodução / Facebook Biblioteca Comunitária Avenida de Histórias
> Notícia publicada em 26/05/2015.