literatura brasileira, com as presenças do Paulo Lins, Marcelino Freire, André Santanna e outros”, conta Schneider. O espaço, que oferece livros, CDs, DVDs, alimentos e artesanato, é mantido pelo pernambucano Edney Meirelles Pereira. “Estou super entusiasmado: de novo, as leituras estão cruzando o oceano”, comenta, referindo-se às oportunidades em Portugal ocorridas em 2011.
O interesse do escritor gaúcho em fazer uma leitura fora do país o levou a pesquisar o que havia na Alemanha em termos de entidades que trabalham com cultura brasileira. “Há uma enormidade de lugares”, resume. Encontrou a A Livraria, e conversou a respeito do local com o professor de Literatura Jari da Rocha, que já morou em Berlim. Foi através dele que o agendamento foi feito.
A proposta, aceita pelo espaço, é fazer a leitura de 12 contos, no mesmo formato das sessões do projeto
Leituras Feevale Contos da Vida Breve. Os textos serão lidos em português, uma vez que a livraria é frequentada por brasileiros e pessoas que falam o idioma.
“Não é uma simples livraria, lá parada vendendo livros. É um movimentador da cultura brasileira em Berlim – até porque o espaço também funciona como ponto de venda de ingressos para eventos que não ocorrem na livraria.”
BRASIL EM DESTAQUE – A literatura brasileira na Alemanha também chamou a atenção na Feira do Livro de Frankfurt neste mês, a maior feira de sua categoria em todo o mundo: o Brasil foi homenageado no evento. O escritor Luiz Ruffato discursou na abertura, fazendo críticas às desigualdades sociais brasileiras (páginas como o
Estadão publicaram a fala na íntegra). Ao todo, 34 editoras brasileiras participaram do evento – entre elas a Dublinense, que publicou o livro
A vida é breve e passa ao lado, de Schneider.
> Notícia publicada em 28/10/13.